gestao da cultura organizacional
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Além do Ponto, a Cultura Organizacional

Quando o Papa Francisco assumiu sua missão sabia que seria um grande desafio, afinal um papa havia renunciado diante deste grande desafio, a Igreja como organização que hora conhecemos, assim como outras organizações correspondia a uma realidade complexa; controlável; previsível; lenta e estável. Hoje a realidade é fora de controle, imprevisível, rápida e instável. Hoje as organizações procuram: consistência, leveza, agilidade, economia, praticidade. Procuram sistemas e pessoas transparentes, com comunicação transparente e verdades coletivas únicas-uma cultura única e consolidada, em que possam tomar como bases para estruturas e estratégias que levem ao propósito existencial da organização.

Interdependência e a Interconectividade

O que o Papa Francisco na sua virtude franciscana fez foi ouvir, refletir e agir diante de um sistema. Esse que até aquele momento tinha se provado eficiente, mas pouco efetivo diante da crise que havia se estabelecido e instalado de anos varrendo para debaixo do tapete negatividades, escândalos e fatos danosos a sua imagem. Lembrando que a definição de sistema é um conjunto de elementos que trabalham de forma interdependente com um propósito comum. Não havia esta interdependência. Para tanto usou do discernimento, promoveu a interação e a integração, foi sensível a informações relevantes, reconheceu que a realidade é interdependente. Se antes éramos movidos pela independência, hoje o foco é a interdependência e a interconectividade.

Nunca vivemos um momento tão único para gerir nossa cultura organizacional, revisando-a, reformulando-a e até mesmo ratificando-a naquilo que ela tem de bom e positivo. Assim o aspecto do controle de pessoas se faz necessária a discussão. Quando falamos de “bater o ponto” temos uma visão mecânica e eminentemente de controle de colaboradores nas organizações. O que muitos líderes não se dão conta, a necessidade da organização é muito mais do que simplesmente fazer o controle de jornada, o ponto é uma cultura. Sendo assim, o sistema controle de ponto digital e 100% online, a exemplo da Ponto Now, se torna uma ferramenta de interconectividade, de forma confortável e transparente tanto para a empresa como para o trabalhador. Especialmente, em tempos de crise, quando o home office ou trabalho à distância estão dominando o cenário profissional.

Além do ponto, uma cultura em pró de pessoas

Uma cultura organizacional que visa a proteção contratual de direitos e deveres de ambos os lados da relação capital-trabalho. Uma cultura que deve permear valores proclamados e praticados pela empresa e que devem ser internalizados pelos colaboradores no comportamento; atitudes e práticas laborais e sociais.

Uma cultura que deve estar espelhada no recrutamento, seleção e treinamento de novos e colaboradores com tempo na casa. Uma cultura que deve estar no coração e na alma dos líderes desta organização, estes sendo catalizadores do ponto, muito mais que um controle, uma educação e agregação para toda empresa.

Quando falamos em “bater o ponto” uma visão mais orgânica e de interação, deve emergir fazendo que o “bater o ponto” seja mais o “dar o ponto” – dar o ponto na peça de roupa, costurar, alinhavar, conquistar pessoas, construir e ligar pontos – em pró de uma ponte de valores positivos, assertivos e construtivos.

Além do ponto, uma cultura mecânica e orgânica unidas para um clima organizacional em pró de pessoas no tempo certo, no local certo, para tudo dar certo.

Autor: Frederico Borges – fredborges98@gmail.com / 71 98401-0101

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